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O MÉDICO e o WhatsApp

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“É certo que estas simples informações podem aproximar médico e paciente, e como visto, esclarecimentos simples podem ser feitos, mas, CUIDADO!” Amanda Bernardes

 

 

 

São precárias as regulamentações sobre o tema no CFM, a bem da verdade, o médico que deverá ter bom senso e ética para decidir sua conduta, como segue:

1. As normas do CFM vedam ao médico consultar, diagnosticar ou prescrever por qualquer meio de comunicação de massa ou a distância.
2. Mas há ressalva, para o CFM o médico pode orientar por telefone pacientes que já conheça, aos quais já prestou atendimento presencial, PARA ESCLARECER DÚVIDAS SIMPLES (ex: dúvida quanto ao medicamento que foi prescrito).
O Conselheiro Emmanuel Fortes, destaca: “O que não pode é substituir a consulta presencial por esse tipo de informação ou iniciar um tratamento sem ver o paciente”. Adverte, ainda, que dependendo do caso, o médico pode solicitar ao paciente que compareça para uma nova consulta ou para uma consulta de reavaliação.

Nossa Opinião:

  • É certo que estas simples informações podem aproximar médico e paciente, e como visto, esclarecimentos simples podem ser feitos, mas, CUIDADO!
    • As mensagens de WhatsApp, mesmo de conteúdo simples, estão sendo utilizadas em processos contra médicos. São colocadas em contextos desfavoráveis, exacerbando as acusações do paciente.
  • LEMBRE-SE: Até que sejam realmente demonstrados o contexto e a conduta do médico, o profissional já estará sentado na frente de um juiz, com um processo em suas mãos.
  • Cada vez mais nos deparamos com mensagens preparadas por pacientes já mal-intencionados, desde o envio. São feitas verdadeiras arapucas.
  • As mensagens de conteúdo simples, de acordo com as normas do CFM, não condenarão o profissional, mas podem servir como indicio de negligência, ou até mesmo, acarretar em um julgamento subjetivo do juiz em desfavor do médico, que sem duvida influenciará em seu convencimento, este que fundamentará a sentença.

IMPORTANTE: Há uma linha tênue entre o favor ao paciente e a negligencia médica, pois como já dito, o médico não tem contato com o paciente, fato primordial para qualquer afirmação. Mesmo que contenha fotos, nada substitui o contato físico com o paciente.

 

DADOS que evidenciam a necessidade de maiores cuidados pelos Médicos:
Em pesquisa, a Revista Exame destaca: “87% dos médicos brasileiros usaram o WhatsApp nos 30 dias anteriores à entrevista para a comunicação com pacientes. O número é muito superior ao de outros países. (…) Segundo o estudo, só 2% dos médicos britânicos usa o aplicativo para se comunicar com pacientes e o índice é de 4% entre os norte-americanos.
Os números demonstram que os médicos norte-americanos e britânicos, já acostumados com a indústria do erro médico, cercam-se de meios de defesa, excluindo atos e fatos que possam fundamentar os processos.

 

Orientações de nossa equipe: 

– Diagnósticos e prescrições não devem ser feitos;
Informe ao paciente que o mesmo deve procurar o pronto-atendimento dos hospitais para analise e consulta médica.
– Se deseja não atender este tipo de chamado, informe ao paciente durante a consulta, que este meio de comunicação não é utilizado por você profissionalmente;
– As mensagens trocadas estão sobre a guarita do sigilo, por isso, evite fotografias. Cientifique seu paciente, em consulta, sobre a sua recusa.
– Se optar pelo uso, faça o Backup das conversas. Tenha registro. Não dê um cheque em branco de “provas” para o paciente mal-intencionado.

 

Amanda Bernardes – Advogada Especialista em Defesa Médica

defesamedica.com.br

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